5 de dezembro de 2012

12 Dicas para evitar o desperdício de água


A ONU decretou que 2013 será o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Hoje 40% da população global vive em situação de stress hídrico, ou seja, vive com menos do mínimo recomendado pela ONU. Por isso reveja seu consumo de água e saiba como evitar o desperdício.
O Brasil possuí uma grande bacia hidrográfica  só que apenas 8% da população mora nessa região de maior concentração de água doce, que é a região Norte do país. O restante da população se concentra distante dessa região, como consequência disso a água se torna escassa e cara. Não dá para transportar toda água da região Norte para a região sudeste, por exemplo, onde há maior concentração da população.
 Embora nosso planeta seja feito na maior parte de água essa água, dos oceanos e mares, não é própria para o consumo humano por isso não desperdice esse bem precioso.


Lia Roncalli    







1. Reutilize a água sempre que possível. Depois que usada para lavar roupa, ainda pode ser usada para lavar calçadas, por exemplo.
2. Opte por lavar as calçadas com balde, e não mangueira.
3. Quando for construir ou reformar a casa, opte por sistemas que ajudem a evitar o desperdício, como a reutilização da água do banho para a descarga ou espaços para armazenamento da água da chuva. A água captada pode ser usada para a limpeza de carros e calçadas e para a irrigação de jardins. Opte também por vasos sanitários que tenham duas opções de descarga.
4. Lembre que você não usa apenas a água que consumida diretamente para beber, cozinhar ou limpar – todos os produtos que você usa foram produzidos com consumo de água. Tente pesquisar os números e opte por aqueles têm um impacto menos e consuma apenas quando necessário. Esse consumo de água se chama Pegada Hídrica.
5. Economize água no dia-a-dia. Mantenha a torneira e o chuveiro fechados enquanto escova os dentes e se ensaboa no banho. O mesmo vale para lavar a louça.
6. Verifique os vazamentos da sua casa, tanto em canos como em torneiras. Fazer consertos e manutenção regulares evita o desperdício de água.
7. Cuidado com o tempo que fica no banho.
8. Faça uma limpeza prévia das louças, retirando o máximo de resíduos sólidos antes do momento de lavar.
9. Utilize a máquina de lavar louças ou a de roupa apenas quando estiverem com a capacidade máxima. Quando não for possível, regule o nível de água que será usado.
10. Faça o controle da utilização de água pela conta mensal. Aumentos significativos e repentinos podem representar um vazamento. Além disso, é possível ver se medidas de racionamento estão surtindo efeito.
11. Se você mora em condomínios, note que a conta da água é muitas vezes dividida igualmente entre os moradores. Nesses casos, é mais difícil de controlar o uso individual do recurso. Por isso, uma opção é tentar fazer uma campanha de conscientização coletiva entre os moradores.
12. Não jogue lixo nas ruas. Ele pode acabar contaminando os rios da região.




28 de novembro de 2012

Manual de Etiqueta Sustentável - Parte 2 - Água


                                 


Continuando com o Manual de Etiqueta Sustentável da Revista Planeta Sustentável , na postagem 2 vou falar sobre água, nosso bem mais precioso. A água é essencial à vida de qualquer ser vivo.
 Embora a maior parte do nosso planeta seja formado por água apenas uma pequena parte é feita de água potável, própria para o consumo humano. No nosso país, o Brasil, a maior parte de água potável se encontra na Amazônia e sobra uma pequena parte para ser distribuída para outras regiões. Veja o que diz a Revista Planeta Sustentável.




Saneamento básico é o desafio do país                        
                                         

Há muita água no Brasil. Temos 12% da água doce disponível no
planeta. Mas não significa que ela está ao alcance de nossa sede.
A demanda por esse recurso natural só aumenta, e precisamos buscá-la longe
e tratá-la para deixá-la potável, o que a torna cara. E ainda devolvemos
boa parte dela suja aos rios e lagos.                                                                    













                                                                                          


  
Quanto mais suja
estiver a água que
devolvemos à natureza,
mais difícil e caro
fica para usá-la de novo,
sem falar nos riscos ao
ambiente. Mas nem metade
da população tem coleta
de esgoto – e só uma
pequena parte dele
é tratado. O lixo jogado
em ruas e lixões também
atinge as fontes de água.         




O que podemos fazer?


Prefira detergente e sabão em pó

com pouco ou nenhum fosfato na fórmula.

A substância, responsável pela espuma,

favorece a proliferação de algas nos rios,

reduzindo a oferta de oxigênio aos peixes.



   
 Mais da metade dos municípios brasileiros
utiliza água subterrânea. Para preservá-la,
não abra poços fundos (tubulares) sem
consultar um especialista. Poços
clandestinos são um caminho para
contaminação e até falta de água na região.





Ao limpar quintal, garagem ou calçada,
evite usar a mangueira para “empurrar“
o lixo. Varra-o e recolha-o antes.

Assim você economiza na conta                                  
e não desperdiça água potável.                                  






A agropecuária e a indústria são
as maiores consumidoras de
água, usada para irrigar campos
ou resfriar máquinas. 
Ou seja,
tudo a nossa volta – alimentos,
roupas, eletrodomésticos
– tem água. 
É a chamada
pegada hidrológica
que calcula quanto desse líquido
uma pessoa, comunidade ou
empresa realmente consome.

A mensagem é que, para
preservar água
potável, o consumo
racional de qualquer
produto é importante.






 Água na industria textil




Água na produção de bebidas





                                  Água na industria alimentícia




Sendo um consumidor consciente você está economizando água!










24 de novembro de 2012

Manual de Etiqueta Sustentável - Parte1 - Economia Verde


Planeta Sustentável



                                          O Manual de Etiqueta da Revista Planeta 
                                       Sustentável da Editora Abril tem o objetivo 
de propor novas idéias para enfrentar o 
aquecimento global e outros desafios da atualidade.
Veja na postagem 1- Economia Verde, 
de uma série, como você pode ajudar o planeta  
 na sua rotina diária.

Lia Roncalli 


                                      



Economia Verde

Esta expressão você vai ouvir cada vez mais: economia verde. É um
novo modo de produção e consumo, que entende que é preciso crescer
sem esgotar os recursos naturais, emitindo menos carbono e promovendo
o bem-estar social. Um crescimento que respeite a Natureza.



O que podemos fazer?

  1- Corte o exagero nas compras.




2- Depois veja o que mais você pode fazer, como adquirir produtos que têm refil.





3- Opte por produtos com certificações ambientais e sociais. Assim você influirá em toda a cadeia produtiva.








4- Seja qual for a sua profissão, fique antenado nas questões de sustentabilidade. Cada vez mais, farão parte do seu dia a dia no trabalho.    



                                                  



Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/


20 de novembro de 2012

Seja um consumidor consciente



NA HORA DA COMPRA



 A fabricação de um produto que compramos no supermercado tem várias etapas relacionadas à sustentabilidade do meio ambiente até estar pronto para o consumo.

Por exemplo:

                      Que produto causou menos impacto no meio ambiente  para   ser produzido?

                      Como os produtores prepararam a terra? Usaram agrotóxico? Desmataram uma grande área   de mata nativa? 

                      E os trabalhadores foram bem tratados?

                      Durante o processo industrial houve preocupação com a redução de água e energia?

                      E as embalagens? Se buscou usar menos papelão e plásticos?

                      Os caminhões que que fizeram o trasporte estavam bem regulados ou emitiram grandes quantidades de CO2 no ar?

                      A loja oferece alternativas de reciclagem dos produtos após o consumo?

Lembrando do tripé da sustentabilidade: ecológico, econômico e social, um produto só pode ser considerado sustentável quando obedece estes três fatores.
Agora quando você for comprar um produto escolha aquele que se preocupa com o meio ambiente , com as pessoas e tem preço justo. 

Alguns produtos tem selos de sustentabilidade na embalagem.




Torne-se um consumidor consciente! Informe-se sobre que fabricante se preocupa com a sustentabilidade. 







                                      O Planeta agradece.



Saiba mais:


 http://www.akatu.org.br/






8 de novembro de 2012

Pilares da Sustentabilidade




Sustentabilidade é a interdependência entre sistemas sociais , ambientais e econômicos.




O mundo só poderá ser considerado sustentável quando houver igualdade socioeconômica entre os povos e as reservas de recursos naturais forem usadas respeitando sua capacidade de regeneração.

Definição de Desenvolvimento Sustentável segundo Brundtland: "Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidade do presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras atenderem suas próprias necessidades."

Lia Roncalli






4 de novembro de 2012

O que é Pegada Ecológica?


Pegada Ecológica Global

Estudos mostram que desde o final dos anos 70 a demanda da população mundial por recursos naturais é maior do que a capacidade do planeta em renová-los.
Dados mais recentes demonstram que estamos utilizando cerca de 50% a mais do que o que temos disponível em recursos naturais, ou seja, precisamos de um planeta e meio para sustentar nosso estilo de vida atual.

Podemos dizer que esta é uma forma irracional de exploração da natureza, que gera o esgotamento do capital natural mais rápido do que sua capacidade de renovação.

Esta situação não pode perdurar, pois, desta forma, enfrentaremos em breve uma profunda crise socioambiental e uma disputa por recursos.

o PLANETA PRECISA DE 1,5 ANO PARA REGENERAR OS RECURSOS RENOVÁVEIS QUE CONSUMIMOS EM UM ANO


Pegada Ecológica global por componente, 1961-2008 (Global Footprint Network, 2011):


Atualmente, a média mundial da Pegada Ecológica é de 2,7 hectares globais por pessoa, enquanto a biocapacidade disponível para cada ser humano é de apenas 1,8 hectare global. Tal situação coloca a população do planeta em grave déficit ecológico, correspondente a 0,9 gha/cap. A humanidade necessita hoje de 1,5 planeta para manter seu padrão de consumo, colocando, com isso, a biocapacidade planetária em grande risco.

Projeções para o ano de 2050 apontam que, se continuarmos com este padrão, necessitaremos de mais de dois planetas para mantermos nosso consumo. É necessário um esforço mundial para reverter essa tendência, fazendo com que passemos a viver dentro da biocapacidade planetária.

Projeções tendenciais (Global Footprint Network, 2010):


Outro grave efeito da excessiva exploração da natureza é a perda acelerada da biodiversidade, ou seja, o desaparecimento ou declínio do número de populações de espécies de plantas e animais.

A perda da biodiversidade verificada entre os anos de 1970 e 2000, cerca de 35%, somente é comparável a eventos de extinção em massa ocorridos apenas quatro ou cinco vezes durante bilhões de anos da história da Terra. Todos eles causados por desastres naturais e jamais pelo ser humano, como agora. 

fonte:http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/pegada_ecologica_global/

Dependemos dos recursos naturais do planeta


RECURSOS NATURAIS


As sociedades capitalistas, que buscam incessantemente o lucro, extraem cada vez mais elementos da natureza, denominados de recursos naturais.
São considerados recursos naturais tudo aquilo que é necessário ao homem e que se encontra na natureza, dentre os quais podemos citar: o solo, a água, o oxigênio, energia oriunda do Sol, as florestas, os animais, combustível fóssil (petróleo),minérios e minerais. Os recursos naturais são classificados em dois grupos distintos: os recursos naturais não renováveis e os recursos naturais renováveis.
Os recursos naturais não renováveis abrangem todos os elementos que são usados nas atividades , e que não têm capacidade de renovação. Com esse aspecto temos: o alumínio, o ferro, o petróleo, o ouro, o estanho, o níquel e muitos outros. Isso quer dizer que quanto mais se extrai, mais as reservas diminuem, diante desse fato é importante adotar medidas de consumo comedido, poupando recursos para o futuro.
  Foto de extração de minério de ferro, um recurso não renovável


Já os recursos naturais renováveis detêm a capacidade de renovação após serem utilizados pelo homem em suas atividades produtivas. Os recursos com tais características são: florestas, água e solo. Caso haja o uso ponderado de tais recursos, certamente não se esgotarão.


  Foto de extração de madeira, um recurso natural renovável desde que seja obedecido um controle para extração.



3 de novembro de 2012

Energia Alternativa





MUITO ALÉM DAS HIDRELÉTRICAS

Energia alternativa pode crescer 40% no Brasil

A geração de energia em hidrelétricas predomina na matriz energética brasileira, mas novo estudo do WWF aponta que, se houver vontade política, dá para aumentar em, pelo menos, 40% a produção de eletricidade por fontes renováveis alternativas – como a eólica – sem gastar muito mais por isso


Dados do Balanço Energético Nacional 2012* revelam que aenergia hídrica representa mais de 81% da matriz elétrica brasileira. Mas será que essa dependência das grandes usinas hidrelétricas é realmente necessária para suprir a demanda da população por eletricidade? O novo estudo Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil, do WWF-Brasil, aponta que não. 

Segundo a publicação, o país já tem capacidade para aumentar em, pelo menos, 40% a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis alternativas - sobretudo se investir na geração deenergia eólica, de biomassa e nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs)

No caso da eletricidade gerada a partir do vento, por exemplo, o estudo revela que o Brasil é capaz de produzir 300 milhões de kW. Atualmente, no entanto, não produz nem a metade, gerando cerca de 114 milhões de kW. 

energia solar também não fica atrás no quesito potencial. De acordo com a publicação do WWF, se o lago de Itaipu fosse totalmente coberto com painéis fotovoltaicos, por exemplo, seria possível produzir, anualmente,183 milhões TWh, o que representa o dobro de toda a energia elétrica produzida pela usina de Itaipu em 2011. 

E mais: segundo o estudo, o país sinaliza para uma tendência de queda nos preços das fontes renováveis alternativas nos próximos 10 a 15 anos - enquanto o valor da produção de eletricidade nas usinas hidrelétricas seguirá o caminho oposto, de aumento -, transformando-as interessantes, também, do ponto de vista econômico. 

No entanto, para que o Brasil realmente consiga atingir todo o potencial que possui na geração de energia a partir de fontes renováveis alternativas, é preciso vontade política. Isso porque a criação de novos subsídios ou, ainda, o redirecionamento dos subsídios já existentes - que atualmente são voltados para a viabilização da produção energética por fontes fósseis - é fundamental no processo de transição para uma matriz elétrica menos dependente das usinas hidrelétricas. 

"A conclusão do estudo é clara: o potencial das fontes renováveis alternativas é imenso e pouco aproveitado. Havendo vontade política, o governo brasileiro tem como promover as ações sugeridas no documento e, assim, atender a uma significativa parte das demandas de eletricidade do país a partir de fontes limpas e de baixo impacto ambiental", diz Carlos Rittl, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. 

Confira a publicação Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil, na versão para tomadores de decisão.  

*Balanço Energético Nacional 2012